Após o povoamento desordenado da Vila Casoni, a área central foi dividida em quadras de tamanhos próximos e respeitando algumas construções edificadas já existentes e outros pontos de interesse de dificil remoção, como o cemitério São Pedro. Basta lembrar que um hábito da época era implantar o cemitério no "final" da cidade.
Algumas modificações foram empregadas em 1977, com a construção do calçadão na avenida Paraná entre as ruas prof. João Cândido e Minas Gerais, em 1988, com a ampliação entre as ruas prof. João Cândido e Hugo Cabral. Em 1988, com a construção da nova rodoviária o centro recebeu uma modificação nos sentidos das vias. Ainda no final da década de 1980 a contrução do terminal urbano (retirando o velho terminal do bosque) mudou a realidade do trânsito londrinense.
Até o começo da década de 1990, Londrina sofria com ruas sem a correta ordenação, bem como contava com muitos pontos que dificultavam a fluidez do tráfego de veículos. A partir da criação do Ippul, Londrina começou a receber os primeiros trabalhos de uma engenharia de tráfego especializada, pensando em ordenação e planejamento.
Muitas ruas receberam cobertura asfáltica sobre os paralelepípedos, proibição de estacionamento em um dos lados, linhas de divisão de fluxos de mesmo sentido e sinalização semafórica nos cruzamentos cuja travessia se mostrava perigosa. Essas medidas contribuiram para o conforto, segurança e fluidez do trânsito.
Porém, como nada é perfeito, o problema de falta de estacionamento era evidente, assim como a maior fluidez da via trouxe a indesejada imprudência dos condutores, que empregavam maior velocidade nas vias devido ao maior espaço lateral. Outro problema grave foi uma reforma imprevista no terminal urbano, que modificou a Leste-Oeste, transformando-a em terminal urbano por um longe período.
Sem contar a medida infeliz de reservar faixas de trânsito exclusivas para transporte coletivo, cuja implantação durou pouco tempo devido ao estrangulamento do trânsito, gerando reclamações de condutores. Existe estudo para a volta desse método de ordenação da via; que Londrina tenha aprendido com seus erros.
Entre todas essas alterações, resta saber por que o centro ainda não virou um caos completo? Sim, porque ainda não é um caos completo. Apenas temos certa lentidão, comum desde os anos 1980 nos horários de pico e dissolvidas com certa dose de paciência e bom humor.
Como pode uma cidade viver sem grandes modificações viárias, necessárias em cidades planejadas como Maringá?
Antes que se diga, Londrina não tem rotatória em forma de coração. Esqueçam essa lenda (risos).
O GRANDE SEGREDO DO CENTRO DA CIDADE DE LONDRINA É....
A retirada dos pontos de interesse do centro da cidade!
Sim, o processo começou em meados da década de 1980, com a retirada do prédio da prefeitura e do fórum (atualmente biblioteca municipal) e construção do centro cívico próximo da barragem do Lago Igapó.
Na década de 1990 muitas escolas foram migrando para outras áreas, como ocorreu com o colégio São Paulo. Sem contar a quantidade de estabelecimentos comerciais que criaram raízes na avenida Saul Elkind e no Shopping Center. Outro fator que colaborou com esse fenômeno foi a ampliação da rede bancária, chegando aos bairros.
As pessoas não necessitavam mais deslocar-se ao centro da cidade para comprar, pagar contas e nem para buscar serviços. Até a unidade prisional de Londrina foi transferida para local adequado em 1993.
O grande boom imobiliário de Londrina transferiu a valorização residencial do centro para outros bairros, como próximo do lago Igapó e atrás do Shopping Center, favoreceu a uma melhor distribuição das áreas habitadas da cidade, transferindo os serviços para outras regiões.
Com essas medidas dos órgãos públicos e das empresas Londrina respirará por alguns anos. A tendência é o centro da cidade perder importância, tornando as pessoas menos dependentes de viagens até pontos de interesse em locais com trânsito difícil.
Medidas para solucionar essa futura crise?
Melhora do transporte coletivo, uso consciente, racional e moderado dos veículos, que usados de forma individual apenas prejudicam o meio ambiente e o trânsito.
Outras medidas como uso de bicicletas ou carros alugados não resolvem totalmente a questão do trânsito. É preciso investir em educação do trânsito para podermos receber de forma coerente os ciclistas nas vias, dividindo espaço com os veículos automotores. Lembrando que bicicleta elétrica ou motorizada é considerada pelo Contran como ciclomotor, sendo necessário habilitação na categoria "A" ou "ACC".
Artur Machado Yamamura
Advogado, intrutor de trânsito e um amante de automóveis.
Caro leitor, aguardamos ideias, ideias realistas e que vocês aceitariam perfeitamente para melhorar o trânsito!




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